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Formando engenheiros e líderes

Pesquisador da Poli é premiado por associação de engenheiros de petróleo

Membro de laboratórios e fundador de startup, Jhonatan Arismendi é reconhecido por sua contribuição às pesquisas de matérias-primas

[Imagem: Reprodução/Acervo pessoal/Jhonatan Arismendi]

No início de 2025, o pesquisador do Integrated Technology for Rock and Fluid Analysis (InTRA-USP) e do Laboratório de Caracterização Tecnológica (LCT) da USP, Jhonatan Arismendi, foi premiado pela seção brasileira da Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE Brazil). O prêmio recompensou a excelência técnica e profissional do cientista e o evidenciou como um jovem destaque na área da indústria de Óleo e Gás (O&G).

Trajetória do pesquisador

Jhonatan é um engenheiro de petróleo colombiano formado pela Universidad Industrial de Santander (UIS). Em 2014, veio ao Brasil para realizar intercâmbio na Poli e, futuramente, tornou-se mestre e doutor pela mesma instituição na área de Engenharia de Minerais, com foco no campo de sua graduação.

Nesse meio tempo, ingressou como pesquisador nos laboratórios da Poli, InTRA e no LCT — cargo que ainda ocupa — onde trabalha com a caracterização de matérias-primas minerais, além de outras frentes de estudo. Jhonatan também se destacou em sua trajetória acadêmica pela fundação da startup PoliPlugs, apoiada e capitalizada pelo Fundo Patrimonial Amigos da Poli, projeto envolvido na confecção de rochas sintéticas com propriedades semelhantes àquelas presentes no Pré-Sal.

Em 2023, o Jhonatan conquistou o terceiro lugar no prêmio Prêmio Empreendedor USP pela fundação de sua startup [Imagem: Reprodução/Acervo pessoal/Jhonatan Arismendi]

Contribuição à pesquisa e indústria

O prêmio da SPE contemplou o trabalho de Jhonatan em todos os projetos em que esteve envolvido. “O meu diferencial foi contar com meus mentores, a professora Carina Ulsen e o professor Jean Ferrari, com as equipes do InTRA e LCT e infraestrutura oferecida pelos laboratórios. Esses fatores foram minha base”, destacou o pesquisador.

A professora Carina Ulsen (à esquerda) e o professor Jean Ferrari (à direita) com Jhonatan e seu projeto. [Reprodução: Flickr/Comunicação Poli-USP]

O cientista enfatiza o que esse prêmio significa em sua carreira: “[O prêmio] foi um reconhecimento do que eu acho que é a minha contribuição científica: juntar a ciência com a indústria, visando otimizar os seus processos”.

As consequências da premiação não estão restritas ao âmbito pessoal, elas também resultam em uma maior visibilidade que os trabalhos dos laboratórios politécnicos geram na área de O&G. “Fui o único premiado fora de uma empresa de petróleo. Esse fato traz uma maior repercussão dos trabalhos acadêmicos em toda área”, completa Jhonatan.